quarta-feira, 27 de março de 2013

7 Sintomas do AVC


AVC, popularmente chamado de derrame cerebral, é a sigla para acidente vascular cerebral, o termo médico usado quando uma parte do cérebro sofre infarto, geralmente devido a uma falha na circulação do sangue. O AVC também pode ser chamado de AVE (acidente vascular encefálico) uma designação mais correta, já que o encéfalo engloba não só o cérebro, mas também o cerebelo, hipotálamo e o tronco cerebral, áreas do sistema nervoso central passíveis de sofrer infarto. 

Neste texto vamos abordar 7 sinais e sintomas clássicos do AVC que devem servir de alerta para o paciente procurar atendimento médico imediatamente. O pronto atendimento dos casos de AVC é essencial, pois o tratamento só é eficaz se for iniciado nas  primeiras horas do infarto cerebral.



Sintomas do AVC

1. Fraqueza nos membros.

Um sinal típico do AVC é a súbita fraqueza assimétrica dos membros. Geralmente a falta de força acomete um braço, uma perna ou um braço e uma perna em apenas um lado do corpo. A perda de força motora pode variar desde uma fraqueza muito suave até a paralisia total . Uma fraqueza motora súbita e unilateral é típica. Não é comum no AVC ambas as pernas ou ambos os braços serem acometidos ao mesmo tempo, com a mesma intensidade. Dormência, formigamento ou uma sensação de leves picadas de agulhas podem também estar presentes.

A paralisia, ou uma quase paralisia, são facilmente identificáveis pelo paciente e seus familiares. A dificuldade surge quando a perda de força é discreta. Neste caso, um teste simples pode ser feito. Levante os braços e mantenha-os por alguns segundos alinhados aos ombros (posição de múmia ou sonâmbulo). Se um dos braços começar a cair involuntariamente há um forte indício de fraqueza motora. O mesmo teste pode ser feito com as pernas, basta sentar-se e levantar as pernas, deixando os joelhos esticados.

A paralisia dos membros costuma surgir rapidamente, todavia, pode se iniciar apenas com formigamento e leve fraqueza, evoluindo para franca perda de força somente após algumas horas.

2. Assimetria facial

Desvio da comissura labial - Sintoma de AVC
Sintomas do AVC - Paralisia facial
A paralisia facial unilateral é outro sinal típico do AVC.
O desvio da boca em direção contrária ao lado paralisado é o sinal mais comum e perceptível. Repare na figura ao lado. Este paciente apresenta uma paralisia facial do lado esquerdo. Note que a boca desvia-se para o lado direito e a comissura labial (vulgo bigode chinês) desaparece à esquerda, ficando mais proeminente à direita. 

No AVC, a paralisia costuma preservar a metade superior da face, sendo o paciente capaz de franzir a testa e levantar as sobrancelhas. Esta dica é importante porque na paralisia de Bell, quadro causado pela inflamação do nervo facial, toda hemiface do paciente fica paralisada (leia: PARALISIA FACIAL | PARALISIA DE BELL | Causas e Tratamento).

Outros sinais e sintomas que falam a favor de um AVC, e não da paralisia de Bell, são a perda de força em outras áreas do corpo, como membros, alterações na fala, perda de visão, desequilíbrios ou qualquer outro sintoma típico de AVC associado. A paralisia de Bell acomete única e exclusivamente a face.

Em alguns casos a paralisia facial é mais discreta e pode passar despercebida pelos familiares. Uma dica para ver se a boca está desviada é pedir para o paciente sorrir ou assobiar. Se houver paralisia, esta será facilmente notada com essas manobras.

3. Alterações da fala

Outro sinal típico do AVC é a alteração da fala e do discurso. O paciente com AVC pode apresentar uma gama de distúrbios que no final se caracterizam por uma dificuldade em falar. As duas alterações mais comuns são a afasia e a disartria. 

A afasia é a incapacidade do paciente em nomear objetos e coisas. O paciente não consegue falar normalmente pois não consegue dizer nomes simples como cores, números e objetos. Em alguns casos o paciente nem sequer é capaz de repetir uma palavra dita por um familiar. Dependendo da afasia, o paciente pode conseguir pensar no objeto, entender seu significado, mas simplesmente não saber como dizer o seu nome. É uma perda da linguagem verbal. O discurso pode ficar confuso, pois o paciente só consegue dizer algumas palavras, sendo incapaz de dizer outras.

Muitas vezes o paciente também não consegue escrever o nome desses objetos. Há tipos de afasia em que o paciente deixa de compreender o que algumas palavras significam, não consegue falar, não entende os outros e não consegue mais entender o que está escrito. Neste caso o paciente perde a habilidade da linguagem globalmente.

A disartria é outro distúrbio da fala e se apresenta como uma dificuldade em articular as palavras. O paciente entende tudo, mas falta-lhe habilidade motora para mover os músculos da fala de modo a articular corretamente as palavras. O paciente até consegue nomear coisas, mas o faz de modo enrolado, às vezes incompreensíveis para quem está ouvindo.

4. Confusão mental

Uma alteração do discurso também pode ocorrer por desorientação e confusão mental. O paciente pode perder a noção do tempo, não sabendo dizer o ano nem o mês que estamos. Pode também ficar desorientado espacialmente, não reconhecendo o local onde está. Estas alterações são comuns em pequenos AVCs em idosos. Múltiplos pequenos AVCs podem levar à demência. 

5. Alterações na marcha

O paciente com AVC pode ter dificuldade em andar. Esta alteração da marcha pode ser causada por desequilíbrios, por diminuição da força em uma das pernas ou mesmo por alterações na coordenação motora responsáveis pelo ato de andar. Neste último caso o paciente mantém a força preservada nos membros inferiores, porém anda de modo descoordenado; tem dificuldade em dar passos.

Há casos em que o AVC pode causar tonturas, fazendo com que o paciente não consiga andar por estar tonto. Porém, o mais comum é paciente não sentir-se tonto, mas ainda assim não ter equilíbrio ao andar. Na verdade o paciente pode não conseguir nem se manter em pé parado, caindo para os lados se não tiver apoio.

6. Crise convulsiva

Alguns casos de AVC se manifestam como crise convulsiva, que são abalos motores generalizados associados à perda da consciência. A crise convulsiva pode ser um dos sintomas do AVC, mas pode também ser uma sequela. Alguns pacientes tornam-se epiléticos após um terem tido um AVC.

7. Coma

Um sinal de gravidade do AVC é a redução do nível de consciência, às vezes ao ponto de se entrar em coma. A perda da consciência costuma ser um sintoma de um AVC extenso ou AVC hemorrágico.É um sinal de mau prognóstico.

quinta-feira, 21 de março de 2013


Viver a diferença

Amar em sinceridade,

Incluir na vida o respeito

Superar dificuldades.

Construir um mundo mais justo

Onde todos tenham o mesmo valor

Pobres, idosos, crianças,

Sem distinção de raça ou cor.

Ser apenas diferente

Na vida ninguém é igual

Somos todos únicos, diferentes,

Deus fez a cada um especial.

Amar a todos sem distinção

Fazer da diferença o aprendizado

Pessoas portadoras de necessidades

Somos todos nós que precisamos viver em igualdade.

Uns precisam mais de carinho

Outros de estímulo para seguir

Outros andam com dificuldade

Precisam de guia, de apoio para prosseguir.

Alguns veem com olhos da alma

Outros falam a linguagem das mãos

Somos todos diferentes

Brancos, mulatos, negros, irmãos!

Há que se viver a diferença

E nela aprender a amar

Respeitando a todos seremos unidos

E vida feliz vamos todos ganhar.

Paula Belmino

segunda-feira, 18 de março de 2013

O que é Síndrome de Down

Na próxima quinta-feira, dia 21 de março é comemorado o  DIA INTERNACIONAL DA SÍNDROME DE DOWN.

 O portal R7 publicou em matéria um resumo sobre essa alteração genética. É um resumo simples, mas em comemoração a esse dia, em breve teremos novas matérias sobre o tema.



Orgulho de ser fisioterapeuta

Achei um lindo vídeo e resolvi compartilhar.
Mostra um pouco do que nos motiva a lutar e seguir nessa linda profissão, que infelizmente não é reconhecida como deveria.

domingo, 10 de março de 2013

Exercícios melhoram a memória de pacientes após AVC


Exercícios melhoram a memória, linguagem, pensamento e a tomada de decisões após um acidente vascular cerebral (AVC). É o que demonstra estudo de pesquisadores do Instituto de Reabilitação de Toronto.

As pessoas com deficiências cognitivas após o AVC têm um risco de morte três vezes maior — declara Susan Marzolini, autora do estudo. — Se pudermos desenvolvê-las através de exercícios, poderão se tornar, também, padrão de atendimento para pessoas que passaram pelo problema.


As formas de estimulação envolvem além dos exercícios de fisioterapia o uso de jogos de memória, cartas, dominó, desde que faça parte do contexto do paciente. É importante não utilizar jogos infantis ou frases que possam ridicularizar o paciente.

A aparente brincadeira deverá ser utilizada para estimular as funções de concentração, atenção, memória e coordenação motora, que ficam comprometidas com a lesão cerebral.


Auxílio: http://oglobo.globo.com 

8 de março - Dia Internacional da Mulher


quinta-feira, 7 de março de 2013

Fisioterapeuta é eleita a melhor profissão relacionada ao mundo esportivo


Sabe-se, inclusive por meio de listas da FORBES, que jogadores e técnicos dos principais esportes do mundo ganham muito dinheiro. O boxeador Floyd Mayweather, por exemplo, ganhou cerca de US$ 85 milhões no ano, segundo o último cálculo, de junho de 2012.

Mas e todas as outras profissões relacionadas a esportes? Como são os salários de fisioterapeutas e jornalistas esportivos? O site norte-americano de empregos CareerCast tem uma lista anual dos melhores e piores trabalhos nos EUA, levando em consideração fatores como salário, potencial de crescimento e até viagens.

Com dados da Secretaria de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos (BLS), o site elegeu a profissão de fisioterapeuta como a melhor relacionada ao esporte. Segundo a secretaria, a média de salário anual desses profissionais é de US$ 76.000.

Do outro lado do Top 10 está o cargo de técnico, com uma média salarial por ano de US$ 28.000. O número é baixo porque todos os profissionais com esse cargo foram levados em consideração, incluindo os que trabalham em escolas públicas e até os que têm dois empregos para se sustentarem.

Jogadores não chegam nem a entrar na lista porque há muitas variáveis, como fatores físicos, que não podem ser descritas e consideradas uniformes, como no caso de um psicólogo ou de um jornalista. Para os interessados na média salarial de um jogador, a BLS indica US$ 44.000 por ano, em 2010, com potencial de crescimento de 22%.

FONTE: http://interfisio.com.br

quarta-feira, 6 de março de 2013

COMO ESCOLHER UM SERVIÇO DE FISIOTERAPIA?

Alguns passos antes de iniciar o seu tratamento:

- Você deve ser avaliado(a) pelo fisioterapeuta ele precisa entender sua história clínica e biomecânica com intuito de analisar as disfunções decorrentes da lesão ocorrida, ou seu atual quadro clínico e físico nos casos em que se busca a prevenção de lesões que possam levar as disfunções. Por isso é preciso ficar atentos a promoções e ações anti-éticas, vejam um exemplo:

Faixas oferecendo aula inaugural de Pilates por Fisioterapeuta. Se o papel do profissional fisioterapeuta é recuperar funções, estabelecer a saúde do indivíduo, promover e prevenir futuros problemas, como tal ação pode ser tomada? Cuidado isso pode ser de grande perigo a sua saúde, uma armadilha, uma forma de promover não a saúde e sim um negócio.

- O atendimento fisioterapêutico deve ser individualizado, sua privacidade deve ser respeitada, segundo a legislação do COFFITO e não se faz diferenciação, se o atendimento é pelo SUS, planos de saúde ou particular, todos tem esse direito.

- O atendimento fisioterapêutico deve ser realizado pelo profissional fisioterapeuta, com inscrição no seu conselho. Você pode verificar nos sites dos conselhos regionais de Fisioterapia do seu estado, para confirmar se esse profissional é verdadeiramente inscrito, caso não seja, denuncie.

- Você tem o direito de exigir se os equipamentos utilizados, estão certificados e com suas manutenções atualizadas. Bem como se a clínica está obedecendo as normas da vigilância sanitária, desde o gel utilizado em um ultra som, ele tem lote, data de fabricação e vencimento. Verifique.

Em outros momentos estaremos nos posicionando em relação algumas ações que devem ser tomadas antes de procurar um serviço de Fisioterapia. Desde já, existe um ditado popular “quem não pode com pote, não pegue na rodilha” . Nós donos de serviços de Fisioterapia, precisamos manter normas e cobrarmos por nossos direitos. Quanto aos cidadãos, esses devem exigir seus direitos de igualdade.


FONTE: http://www.fisioterapia.com

segunda-feira, 4 de março de 2013

Fisioterapia na Síndrome de Rett

             O trabalho do fisioterapeuta em pacientes com síndrome de Rett é tratar o quadro que vai se estabelecendo no decorrer do desenvolvimento desse distúrbio, dando importância também a sua história natural e as suas características. Por ser uma doença progressiva, as metas objetivadas para esses pacientes, são preparar para uma função, manter as já existentes e aprimorar suas qualidades. Dessa forma, proporcionar os dispositivos auxiliares apropriados para sentar e para ter mobilidade, assim como a supervisão e a intervenção imediata na escoliose - característica comum nessa síndrome - são aspectos essenciais do tratamento. A prevenção é feita, visando retardar as deformidades e manter a função ideal. Esse trabalho pode se tornar difícil muitas vezes, devido à série mutante de anormalidades do neurodesenvolvimento, combinadas com os períodos de mau humor e agitação do paciente.
            Os objetivos terapêuticos mediante as alterações comumente encontradas em portadores da SR são: normalizar o tônus muscular espástico; alongar a musculatura encurtada; fortalecer a musculatura debilitada; prevenir deformidades; retardar a progressão da escoliose; estimular funcionalidade das mãos; reeducar ou estimular a marcha; estimular e direcionar as fases do desenvolvimento normal.
            A cinesioterapia é um dos métodos fisioterapêuticos utilizados para a redução do tônus muscular espástico e para a manutenção da amplitude de movimento através do alongamento músculo-tendinoso que deve ser feito de forma lenta e diária. A cinesioterapia também é usada para o tratamento da escoliose.  A cinesioterapia ativa contribui para fortalecimento da musculatura debilitada. Esses exercícios devem ser realizados de maneira lenta para não desencadear respostas reflexas exacerbadas e indesejáveis. Além disso, deve-se realizar a estabilização das articulações adjacentes à que está sendo trabalhada, impedindo assim, o aparecimento de movimentos associados.
              Para evitar o aparecimento das deformidades o fisioterapeuta pode contar com o auxilio das órteses, promovendo o alinhamento dos segmentos. O alongamento da musculatura também contribui para impedir as deformidades. A aplicação de calor e frio durante períodos prolongados e massagens rítmicas profundas aplicando pressão sobre as inserções musculares também ajudam na diminuição da espasticidade.
             A hidroterapia também é um procedimento fisioterapêutico que ajuda no tratamento da escoliose através de técnicas de alongamento muscular e realizando exercícios de desequilíbrio dentro da água, que ainda contribuem para a melhora do controle de tronco e fortalecimento de abdominais e paravertebrais.  A flutuação auxilia na deambulação, e essa possibilidade de deambular é uma motivação para alguns pacientes. Além disso, a hidroterapia fornece apoio, facilitando o alongamento dos grupos musculares e ajuda a conseguir movimentos do tronco; o aquecimento da água produz efeito relaxante.
               A hipoterapia é mais uma técnica que ajuda no tratamento da espasticidade. Esta terapia é realizada montando a cavalo, e ajuda ao paciente a obter além da melhora do tônus muscular o ganho de amplitude de movimentos entre outros benefícios sociais e psicológicos.

FONTE:http://www.wgate.com.br


domingo, 3 de março de 2013

Síndrome de Rett

A Síndrome de Rett (SR) é uma desordem neurológica de causa genética decorrente de mutações do gene MecP2, que atinge principalmente crianças do sexo feminino.
Nos casos de crianças do sexo masculino, a doença ocorre de forma mais severa, acarretando morte nos primeiros meses de vida desenvolvendo grave comprometimento do sistema nervoso, mas muito diferente do que nas meninas.
Esta síndrome foi descrita pela primeira vez em 1966 pelo professor de pediatria austríaco Andréas Rett, em Viena.
Depois de gravidez e parto normais e sem complicações, as crianças se desenvolvem de forma aparentemente normal ou com discretas alterações durante os primeiros meses de vida, e só mais tarde surgem os sintomas mais evidentes.
 SINTOMAS DO SÍNDROMA DE RETT 
Ø      Regressão na comunicação e no desenvolvimento social, frequentemente considerado semelhante ao autista.
Ø      Pequena capacidade para engatinhar.
Ø      Perda das capacidades manuais, anteriormente adquiridas.
Ø  Lavar das mãos repetitivo, torcer as mãos, bater as palmas, morder as mãos e outros movimentos estereotipados que se tornam constantes.
Ø      Diminuição do ritmo de crescimento da cabeça à medida que a idade aumenta.
Ø      Falta de firmeza no andar, andar com uma base larga, com as pernas rígidas e ás vezes caminhar nas pontas dos dedos dos pés. (Apenas aproximadamente metade das crianças com este sintoma são capazes de caminhar em alguma fase da sua vida).
Ø      Atraso mental profundo.
Ø      Hiperventilacão e/ou paradas respiratórias.
Ø      Ranger os dentes.
Ø      Redução da gordura e da massa muscular.
Ø     Balançar o tronco, que muitas vezes envolve os membros, particularmente quando a criança está aborrecida.
Ø     Fraca circulação das extremidades inferiores, com os pés e as pernas muitas vezes frios, com um vermelho azulado.
Ø      Espasticidade progressiva à medida que a idade progride.
Ø      Mobilidade diminuída com a idade.
Ø      Deformação da coluna (escoliose).
Ø      Prisão de ventre.
Ø      Manifestações epilépticas, (que podem começar em qualquer idade).
Ø      Diminuição das características autistas, com a idade.


FONTE: 
http://www.abrete.com.br
http://anpar.planetaclix.pt/sintomas_do_sindroma_de_rett.htm